Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007

"Quem se preocupa com a Esmeralda?"

Com a devida vénia de "O Jumento":

"Animado pela campanha movida por alguma comunicação social o sargento que quer ser pai à margem da lei e passado por cima dos pais da Esmeralda desprezou a conferência convocada pelo Tribunal. O sargento mostra que não está disposto a abdicar de um direito que atribuiu a si próprio e que conta com o apoio da opinião pública para que a lei seja aplicada à medida dos seus desejos. Ficou claro que não está disponível para que o pai conheça a filha e muito menos para promover o convívio, para ele o bem-estar da criança é o seu próprio bem-estar."
publicado por Luis Euripo às 18:15
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Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007

A ética é tramada



Num documentário exibido na SIC sobre a vida animal, deparo-me com a seguinte situação: perante os olhares ansiosos e aterrados dos realizadores do programa, uma sheeta bebé, perdida da sua progenitora, vê-se ameaçada por um bando de babuínos. Desprotegida e emitindo uma espécie de miado, chamando pela mãe, a sua morte parece eminente. Bastaria aos observadores humanos avançar com o jipe e afugentar os babuínos, salvando assim aquela vida. Porém, para meu desespero, nada podem fazer. Ficam apenas assistindo ao desenrolar do drama, eles próprios emocionados, já que ao longo da observação haviam criado um laço de afecto com aquela cria. "Não podemos fazer o papel de Deus", explica um deles. A sua ética e código de conduta impede-os de intervir no acontecimento. A história acaba por ter um final feliz.  A pequena cria, instintivamente, ocultou-se dos seus predadores. Mas, fiquei a pensar, a ética é uma coisa tramada.

publicado por Luis Euripo às 18:53
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Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007

Cartaz sem imagem

Vou colar o meu cartaz alusivo ao referendo sobre o aborto. Numa primeira imagem vê-se um daqueles fetos perfeitinhos que os movimentos pelo não gostam de exibir. De preferência sorrindo, nada que não se possa fazer com o Photoshop . Por baixo a legenda: "este bebé pode viver". Numa segunda imagem, paralela, vê-se um outro feto, mas desta vez sem um dos membros superiores. A legenda dirá: "este bebé pode morrer".

Os movimentos pelo não aceitam com naturalidade que um feto mal-formado ou nascido de uma violação pode ser "abatido". Do ponto de vista da alegada "defesa da vida" onde está a coerência?

Dia 11 de Fevereiro vou votar pelo sim.

publicado por Luis Euripo às 23:18
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