Domingo, 1 de Julho de 2007

Efeitos secundários das alterações climatéricas

Sobre o caso do centro de saúde de Vieira do Minho, o Eduardo Pitta já disse (quase) tudo.
publicado por Luis Euripo às 18:34
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

O quarto do poder

A informação que se vai fazendo em Portugal, sobretudo a televisiva, deixa-me incomodado. A guerra das audiências, a todos os níveis, transformou os serviços noticiosos em verdadeiros reality shows. Ora explorando até à náusea as tragédias que vão ocorrendo, ora arvorando-se em juízes/justiceiros de uma causa para a qual ninguém lhes passou procuração. Perante o comportamento generalizado da comunicação social, que nos melhores momentos raia o patético, interrogo-me onde irá parar este poder. A imprensa dita de referência não escapa a este síndrome. É sobretudo especulativa, preguiçosa, vaidosa e pouco factual. Por vezes, noto a insídia de interesses obscuros que conduzem determinadas campanhas, sejam eles económicos ou políticos. Os jornalistas parecem-me meros assalariados que se atropelam na procura de algo que os destaque. Tentam sobreviver.

Estas notas são um mero desabafo. Eu bem sei que as criticas devem ser fundamentadas com factos. Propositadamente não o farei, imitando assim o estilo dominante na comunicação social, do género "os políticos são incompetentes", "os autarcas são corruptos", "o Ronaldo é o melhor do mundo", "há muitos raptos de crianças em Portugal", "vai na cabeça de sicrano", "beltrano vai ser constituído arguido daqui a dois meses", e por aí fora.

Quando alguns sectores políticos nos procuram convencer de que a liberdade de imprensa se encontra ameaçada em Portugal, e por força da acção deste governo em particular, pergunto quem defende a sociedade e os cidadãos do poder muito pouco democrático da comunicação social.

Nota: honra às excepções, que sempre as há.
publicado por Luis Euripo às 22:38
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Sexta-feira, 4 de Maio de 2007

Tomam-nos por quem?

Lamentável a conferência de imprensa do responsável do departamento médico do Benfica para explicar o caso da lesão de Simão. Não se salvaguarda o sigilo com uma mentira. Indigna atitude de um médico. Luís Filipe Vieira deveria demiti-lo imediatamente.
publicado por Luis Euripo às 20:54
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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007

O professor Neves explica

A posição de João César das Neves, ao assumir a criminalização do aborto em quaisquer circunstâncias, inclusive em caso de violação, parece ter causado um terramoto entre os apoiantes do sim e do não. Para mim, nada de novo. O professor Neves limitou-se a ser coerente e a levar às últimas consequências a argumentação do não. Se está em causa uma vida, como defendem os militantes do não, neste caso a vida de um embrião/feto que já é um bebé, como ouço classificá-lo com toda a ternura, não haverá qualquer causa justificativa para o crime do aborto. Em caso de conflito entre a vida da mulher que transporta o feto e a sobrevivência deste, só haveria que deixar a mãe natureza fazer o seu trabalho. Indigna-me muito mais quem, com reserva mental, contorna este incómodo para justificar o seu não. Quem diz não querer alterar a lei e é equívoco quanto à lei actual.
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publicado por Luis Euripo às 18:56
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Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007

A ética é tramada



Num documentário exibido na SIC sobre a vida animal, deparo-me com a seguinte situação: perante os olhares ansiosos e aterrados dos realizadores do programa, uma sheeta bebé, perdida da sua progenitora, vê-se ameaçada por um bando de babuínos. Desprotegida e emitindo uma espécie de miado, chamando pela mãe, a sua morte parece eminente. Bastaria aos observadores humanos avançar com o jipe e afugentar os babuínos, salvando assim aquela vida. Porém, para meu desespero, nada podem fazer. Ficam apenas assistindo ao desenrolar do drama, eles próprios emocionados, já que ao longo da observação haviam criado um laço de afecto com aquela cria. "Não podemos fazer o papel de Deus", explica um deles. A sua ética e código de conduta impede-os de intervir no acontecimento. A história acaba por ter um final feliz.  A pequena cria, instintivamente, ocultou-se dos seus predadores. Mas, fiquei a pensar, a ética é uma coisa tramada.

publicado por Luis Euripo às 18:53
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