Sexta-feira, 3 de Agosto de 2007

A culpa deve ser minha

Ao que percebi, aqueles que criticaram o governo pela instauração do processo disciplinar a Fernando Charrua criticam agora o governo pelo arquivamento do processo. Devo ter perdido algo pelo meio mas tem sempre graça apanhar bocadinhos avulsos das histórias.
publicado por Luis Euripo às 12:07
link | comentar | favorito
Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

Há regimes piores que outros

O Público de hoje informa que corre pela net uma petição em defesa de Fernando Charrua, intitulada "Pela Liberdade: Crimes Políticos Nunca Mais". O mesmo jornal dá-nos conta de que "os dois primeiros subscritores são Isilda Pegado e António Pinheiro Torres, dois conhecidos activistas da luta contra a despenalização da interrupção voluntária da gravidez". Este último senhor afirma que "nem no anterior regime acontecia", referindo-se à história que dá mote à petição. Hoje em dia fala-se muito em "regime", a maior parte das vezes a despropósito, ao ponto de já termos um regime de Sócrates, um regime de Santana, um regime de Durão, um regime de Guterres e por aí fora. Se o senhor Torres se queria referir ao regime de Salazar e Caetano, ou é muito novo, ou não é leitor, ou ninguém lhe disse nada, ou é outra coisa qualquer.
publicado por Luis Euripo às 22:36
link | comentar | favorito
Sexta-feira, 22 de Junho de 2007

Uma questão de liberdades

O caso de uma telefonista que vendia roupa interior aos colegas do hospital onde exercia funções, o que lhe valeu um processo disciplinar, não mereceu qualquer repercussão nos media. Os tempos eram outros mas vale a saudável conclusão que a liberdade de expressão vale mais que a liberdade de comércio.
publicado por Luis Euripo às 21:33
link | comentar | favorito
Domingo, 17 de Junho de 2007

Ah, pois é


Um dos "privilégios" dos funcionários públicos é encontrarem-se genericamente obrigados ao cumprimento dos seus deveres funcionais mesmo fora das horas de serviço. E quando tomam posse como servidores do Estado prestam um juramento solene em que se comprometem a prestar com lealdade as funções que lhes são confiadas. Esta condição não é negociável, como quando se assina um simples contrato privado. Se um funcionário público insultar um colega, um utente ou o seu chefe à hora de almoço, ou ainda se assaltar um banco fora das horas de expediente, está sujeito ao respectivo estatuto disciplinar e suas sanções. Com o Estado não se brinca.
publicado por Luis Euripo às 17:24
link | comentar | favorito

Desilusão

Será que o professor Charrua chamou "filho da puta" ao primeiro ministro? Será que terá dito que "isto é um país de bananas"? E que o governo é uma cambada de vigaristas? Afinal onde está a graça? Charrua afirmou que teria contado apenas uma anedota. Poderia  contá-la ao país para todos nos rirmos.

P.S.: Charrua chamou os jornalistas e distribuiu fotocópias da denúncia que deu lugar ao processo disciplinar. Não se trata de denúncia anónima e foi assinada pelo seu autor. A combatividade de Charrua contra o governo fica-se pela sombra do seu gabinete. Estranhamente não distribuiu também pelos jornalistas a nota de culpa, o que poderia ser esclarecedor para a opinião pública uma vez que o processo disciplinar já não se encontra em segredo de justiça.
publicado por Luis Euripo às 17:03
link | comentar | favorito

Agora é que este blog está lixado

Toda a gente sabe que até prova em contrário existe a presunção de inocência. Um pouco como os católicos que se afirmam não praticantes, trata-se de um principio com o qual toda a gente concorda mas tendencialmente pouco respeitado. O já célebre professor Charrua, que nunca passou do anonimato enquanto discursava como deputado da nação, também beneficia deste principio basilar na qualidade de arguido num processo disciplinar. A quem não aproveita de todo é à directora do DREN, Margarida Moreira, que não é arguida em qualquer processo, ao que se saiba, e já foi amplamente condenada.
publicado por Luis Euripo às 16:49
link | comentar | favorito
Sexta-feira, 15 de Junho de 2007

Isto faz toda a diferença




Se Margarida Moreira, a famosa directora da DREN, tivesse a imagem de Joana Amaral Dias, não haveria vontade de chamar-lhe nomes tão feios.
publicado por Luis Euripo às 12:38
link | comentar | favorito

.correio para

luiseuripo@sapo.pt

.pesquisar

 

.posts recentes

. A culpa deve ser minha

. Há regimes piores que out...

. Uma questão de liberdades

. Ah, pois é

. Desilusão

. Agora é que este blog est...

. Isto faz toda a diferença

.arquivos

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds