Sexta-feira, 10 de Agosto de 2007

Um negócio mal parado




Os pais de Madeleine procuraram utilizar os media em favor da campanha que desencadearam para descobrir o paradeiro da filha. Em simultâneo, os media usaram os pais de Madeleine para se excitarem e preencherem tempos noticiosos e páginas de jornais. Aparenta ser um negócio justo. No entanto perigoso, como devem começar agora a perceber. E tanto mais perigoso quando, pelo meio, envolve certas promiscuidades com a PJ e fontes que permanecem no segredo dos deuses. Compete-nos o cuidado de olhar distanciadamente para todos estes actos de informação e contra-informação.
publicado por Luis Euripo às 12:34
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Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

"Lições de jornalismo"

Há matérias sobre as quais, devemos reconhecê-lo, Miguel Sousa Tavares sabe do que fala. Uma delas é o "jornalismo" que se pratica na televisão. No seu blog, Sousa Tavares aborda o tema da lógica da informação televisiva, pegando no caso de Madeleine. Assenta as suas baterias na SIC, mas que bom seria uma desmontagem séria do Jornal Nacional da TVI.
publicado por Luis Euripo às 22:09
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Terça-feira, 22 de Maio de 2007

Lá que é feio é



Não havendo verdadeiras notícias sobre a investigação do desaparecimento de Madeleine, a RTP centra-se na vida dos pais. Se rezam, se não rezam, se acreditam, se não acreditam. Ficamos a saber que receberam uma santinha de Fátima e irão em breve ao santuário da dita cuja. Olho para José Rodrigues dos Santos e penso se terá o hábito de espreitar pelo buraco da fechadura.
publicado por Luis Euripo às 20:13
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Segunda-feira, 14 de Maio de 2007

Voracidade

Acabo de ouvir nos Prós e Contras, ainda a procissão vai no adro, uma extraordinária teoria sobre o caso da menina inglesa desaparecida. Em exercício de pura especulação, uma sôfrega jornalista relata em directo do Algarve que a Judiciária irá deter três suspeitos. A justificação para essas detenções será o comportamento anómalo dos três indivíduos, que não terão arredado pé do local das investigações. Ou seja, exactamente o que os jornalistas têm feito. Também serão suspeitos?

O correspondente da RTP na Grã-Bretanha esclarece-nos que a informação em televisão só vale se tiver imagens. Obrigado pela preciosa revelação.

Escute-se com atenção José Miguel Júdice, que escreveu uma desassombrada opinião no Público da última sexta-feira, da qual respigo a seguinte passagem:

"Os órgãos de comunicação social gostam de valorizar o seu papel estruturante para a existência do Estado de direito. E baseiam na responsabilidade social a importância da sua actividade de denúncia de situações de corrupção e da legitimidade para resistirem a pressões políticas e económicas.

Podemos, cinicamente, afirmar que tudo isso não são mais do que tretas, má-fé, pretextos para justificar o injustificável e aumentar audiências. No meu caso, pelo contrário, afirmo que concordo com essa visão que os media gostam de dar de si próprios. Apenas exijo que, sendo assim, sejam capazes de viver de acordo com tão elevadas e meritórias ideias."


 (clique sobre o artigo para ampliar)
publicado por Luis Euripo às 22:58
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