Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007

A competência exige-se aos outros



Há tempos, neste post, interroguei-me sobre as contas da empresa Público - Comunicação Social S.A ., proprietária do jornal Público. Na verdade, após pesquisa na net, nada encontrei. Ignoro tão pouco se o jornal cumpre a Lei de Imprensa e publica anualmente as contas da empresa. Descubro agora, por via da publicação de uma decisão do Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa que condenou aquela empresa no âmbito de um recurso de um processo de contra-ordenação instaurado pela comissão da Carteira Profissional de Jornalista, que, no ano de 2005, a mesma obteve um resultado líquido do exercício negativo de 8.235.221,98 euros. Qualquer coisa não bate certo com a exigência de excelência e competência tão do agrado do liberal José Manuel Fernandes.
publicado por Luis Euripo às 15:52
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Segunda-feira, 18 de Junho de 2007

O caderno errou




A propósito deste post, o caderno errou. Na verdade, como tive possibilidade de confirmar na edição de hoje, o Público publica na sua ficha técnica, em todo o esplendor da sua letra pequenina, o nome da entidade proprietária. Fica assim afastada a grave acusação de violação da Lei de Imprensa. As minhas desculpas ao director do jornal.

P.S.: Nos blogs, ao contrário dos jornais, podemos ser sempre um pouco mauzinhos quando rectificamos os nossos erros. E para que não se diga que passo a vida a dizer mal do Público, gosto do novo grafismo e da arrumação geral. Apesar de ter saudades do Público dos primeiros anos e achar Henrique Cayatte um designer genial.
publicado por Luis Euripo às 21:44
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Sexta-feira, 18 de Maio de 2007

Opiniões



No 31 da Armada, opinião interessante sobre o futuro (presente?) dos jornais. O pior é impingir opiniões, exercícios adivinhadeiros e desejos como se fossem notícias.
publicado por Luis Euripo às 19:42
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Segunda-feira, 14 de Maio de 2007

Voracidade

Acabo de ouvir nos Prós e Contras, ainda a procissão vai no adro, uma extraordinária teoria sobre o caso da menina inglesa desaparecida. Em exercício de pura especulação, uma sôfrega jornalista relata em directo do Algarve que a Judiciária irá deter três suspeitos. A justificação para essas detenções será o comportamento anómalo dos três indivíduos, que não terão arredado pé do local das investigações. Ou seja, exactamente o que os jornalistas têm feito. Também serão suspeitos?

O correspondente da RTP na Grã-Bretanha esclarece-nos que a informação em televisão só vale se tiver imagens. Obrigado pela preciosa revelação.

Escute-se com atenção José Miguel Júdice, que escreveu uma desassombrada opinião no Público da última sexta-feira, da qual respigo a seguinte passagem:

"Os órgãos de comunicação social gostam de valorizar o seu papel estruturante para a existência do Estado de direito. E baseiam na responsabilidade social a importância da sua actividade de denúncia de situações de corrupção e da legitimidade para resistirem a pressões políticas e económicas.

Podemos, cinicamente, afirmar que tudo isso não são mais do que tretas, má-fé, pretextos para justificar o injustificável e aumentar audiências. No meu caso, pelo contrário, afirmo que concordo com essa visão que os media gostam de dar de si próprios. Apenas exijo que, sendo assim, sejam capazes de viver de acordo com tão elevadas e meritórias ideias."


 (clique sobre o artigo para ampliar)
publicado por Luis Euripo às 22:58
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

O quarto do poder

A informação que se vai fazendo em Portugal, sobretudo a televisiva, deixa-me incomodado. A guerra das audiências, a todos os níveis, transformou os serviços noticiosos em verdadeiros reality shows. Ora explorando até à náusea as tragédias que vão ocorrendo, ora arvorando-se em juízes/justiceiros de uma causa para a qual ninguém lhes passou procuração. Perante o comportamento generalizado da comunicação social, que nos melhores momentos raia o patético, interrogo-me onde irá parar este poder. A imprensa dita de referência não escapa a este síndrome. É sobretudo especulativa, preguiçosa, vaidosa e pouco factual. Por vezes, noto a insídia de interesses obscuros que conduzem determinadas campanhas, sejam eles económicos ou políticos. Os jornalistas parecem-me meros assalariados que se atropelam na procura de algo que os destaque. Tentam sobreviver.

Estas notas são um mero desabafo. Eu bem sei que as criticas devem ser fundamentadas com factos. Propositadamente não o farei, imitando assim o estilo dominante na comunicação social, do género "os políticos são incompetentes", "os autarcas são corruptos", "o Ronaldo é o melhor do mundo", "há muitos raptos de crianças em Portugal", "vai na cabeça de sicrano", "beltrano vai ser constituído arguido daqui a dois meses", e por aí fora.

Quando alguns sectores políticos nos procuram convencer de que a liberdade de imprensa se encontra ameaçada em Portugal, e por força da acção deste governo em particular, pergunto quem defende a sociedade e os cidadãos do poder muito pouco democrático da comunicação social.

Nota: honra às excepções, que sempre as há.
publicado por Luis Euripo às 22:38
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