Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

Pela boca morre o peixe-2




Por ocasião do Benfica-Sporting de Abril deste ano, Paulo Bento, referindo-se à arbitragem de Pedro Henriques, que terá cometido alguns erros graves em benefício do Sporting, afirmava com todo o fair-play: "Num jogo destes é normal surgirem alguns erros".
publicado por Luis Euripo às 18:03
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Quinta-feira, 16 de Agosto de 2007

Um ministro dá outro brilho

Creio que se falou mais da ausência de um membro do governo nas comemorações do centenário do nascimento de Miguel Torga do que da sua obra propriamente dita. Parece coisa provinciana .
publicado por Luis Euripo às 20:43
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Sexta-feira, 10 de Agosto de 2007

Fadio vadio. Nota-se que é no Porto?

 
publicado por Luis Euripo às 22:11
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Verão



O verão tem destas coisas. Produz uma química que traz à superfície o que sobreviveu aos dias soturnos e cinzentos. Ao circunspecto Vital Moreira deu para publicar no causa nossa uma série de fotos a que chamou "imagens estivais". O conhecido constitucionalista e comentador não é o melhor fotógrafo do mundo. Mas esta foto intriga-me particularmente.
publicado por Luis Euripo às 12:01
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Sexta-feira, 6 de Julho de 2007

Joaquim Agostinho


Agora que vai começar mais uma Volta à França, deixo aqui a minha homenagem ao grande herói desportivo da minha infância e adolescência. Numa época em que havia poucos motivos para nos orgulharmos de ser portugueses, as épicas etapas da Volta à França traziam-nos sempre a esperança da afirmação de um homem simples, valente e leal como poucos, português como nós, um David entre dezenas de Golias que corriam por aquelas estradas até ao cume mais alto dos Alpes ou dos Pirenéus. A televisão a preto e branco não nos oferecia as completas transmissões a que podemos hoje assistir. Deleitava-me sobretudo com as reportagens de Carlos Miranda no jornal A Bola, cheias de humanidade e episódios picarescos. Nunca mais esquecerei aquela entrada de Agostinho num velódromo em França, no términos de um contra-relógio, qual bólide que empurrava todas as nossas emoções, sendo apenas batido nesse dia pelo grande Eddy Merckx, o maior de todos. Ou a sua histórica vitória no mítico Alpe d'Huez, em 1979, noticiada com entusiasmo pela rádio.

 

 

Joaquim Agostinho era do Sporting mas, nesse tempo, isso nada importava aos olhos de todos os portugueses. Mesmo na Volta a Portugal, em que torcia pelo benfiquista Fernando Mendes, um grande e azarado corredor, conformava-me, feliz, com a vitória do homem das Brejenjas, aldeia do concelho de Torres Vedras. Joaquim Agostinho sofreu o acidente fatal em plena competição, quando disputava a Volta ao Algarve, em 1984, com 41 anos de idade, vestindo a camisola amarela. Um final digno para um filme de heróis.

publicado por Luis Euripo às 23:03
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Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

Xixi

Desemboquei ontem numa sala de espera de um laboratório de análises clínicas. Para estupefacção minha, deparei com uma multidão que exibia sem pudor o seu xixi em frasquinhos de vários tamanhos e feitios. Pensava eu que o nosso xixi é uma coisa íntima, até porque poderá ser desagradável aos outros o espectáculo de tais líquidos orgânicos. Imaginei o que se passará na sala de espera de um qualquer banco de esperma.
publicado por Luis Euripo às 13:15
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Sexta-feira, 15 de Junho de 2007

Isto faz toda a diferença




Se Margarida Moreira, a famosa directora da DREN, tivesse a imagem de Joana Amaral Dias, não haveria vontade de chamar-lhe nomes tão feios.
publicado por Luis Euripo às 12:38
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Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

Miccoli



Se calhar foi a última vez que vimos Miccoli jogar com a camisola do Benfica. Mas estes dois anos ofereceram-nos o privilégio de assistir a exibições verdadeiramente entusiasmantes de um jogador que não afina pela bitola do futebol actual. Não é um avançado alto e espadaúdo, é baixo e atarracado. Não faz o previsível, imagina. Inventa ângulos de remate impossíveis. Aparece em zonas de campo politicamente incorrectas para um avançado. Enfim, criou uma empatia com os benfiquistas ao alcance de poucos.

Boa a atitude do público no jogo de ontem, percebendo que os resultados desportivos desta época são conjunturais mas o Benfica é para sempre.
publicado por Luis Euripo às 14:51
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Terça-feira, 1 de Maio de 2007

Duelo de clowns




Alberto João Jardim versus Manuel Bexiga. O velho clown Jardim não parece saber lidar com o desconcertante Bexiga. Este já ganhou pelo menos uma notoriedade muito superior à do partido que o apoia. O guião poderia ser de Jorge Amado, vocacionado para grandes audiências. A Região Autónoma do Jardim no seu melhor.
publicado por Luis Euripo às 21:59
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Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

Pela boca morre o peixe




Paulo Bento, respondendo a "A Bola", no final do Benfica-Sporting :

Como analisa o trabalho de Pedro Henriques?

— Não me parece que no lance de Miccoli ele fosse isolar-se. Além disso nem foi falta. No lance de um eventual segundo amarelo do Caneira também não houve falta. Nenhuma das equipas tem razão de queixa da arbitragem. E num jogo destes é normal surgirem alguns erros.


Então se o pobre do Caneira foi injustiçado, uma vez que, na perspectiva do Bento, não cometeu qualquer falta nos lances em questão, não tem razões de queixa da arbitragem? Sim senhor! Grande magnanimidade! Desde que o Paciência ficou com os olhos presos ao chão que não via tamanha pérola.


Ah, e quanto ao Caneira? Esse também acha que não cometeu falta mas ia depois ver na televisão...

publicado por Luis Euripo às 18:01
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Terça-feira, 17 de Abril de 2007

Ele anda por aí...



Com esta história do diploma do Sócrates, esticada até à náusea, até nos esquecemos do Alberto João Jardim. Ei-lo, preparando tranquilamente o fim da III República.
publicado por Luis Euripo às 17:59
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2007

O caso do diploma



Na verdade, não gostam mesmo do homem. Para o caso, ser engenheiro não era importante. Mas não ser engenheiro passa a ser importante, quiçá mesmo grave. Subitamente, uma considerável franja de opinadores parece ambicionar uma carreira de guarda-livros numa qualquer universidade.
publicado por Luis Euripo às 12:37
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007

Mas riem-se de quê?


«Ele e os amigos - todos do movimento Diz Que Não, com idades entre os 23 e os 18 anos - estão na rua a fumar. "Este mês tivemos várias vitórias. Cada pessoa que convencemos de que o aborto é um mal foi uma vitória", diz José Maria Duque. "A vida não acabou hoje. O mais certo é sairmos daqui e irmo-nos divertir". E quando sairão daqui? "Quando a festa acabar."» (Reportagem no Público de hoje sobre a noite do referendo).

Acabados os discursos pungentes, as fanfarras da morte, as colagens de cartazes de fetos despedaçados e as trágicas cartas de fetos às suas malvadas e criminosas mães, a campanha do Não termina em apoteose, em festa e com uns copos. E, como disse o outro, eles andarão por aí.
 

publicado por Luis Euripo às 22:55
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Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007

A importância de um nome

Hoje em dia já não basta chamar-se José Silva. Tanto melhor se assinar José Marques Silva, personagem fictício para o assunto em questão. Subtilmente, a singeleza do nome próprio seguido de um dos apelidos em qualquer acto que requeira identificação sumária, como a autoria de um blog, foi sendo substituída por algo mais encorpado. Esta minha divagação não deixa de reflectir que sempre houve quem utilizasse dois apelidos. Trata-se agora de uma tendência geral. Cada um que aponte as suas razões para este fenómeno. Se chegar ao futebol vai ser difícil fazer um relato em condições. Por exemplo, Simão Sabrosa passará a ser Simão Fonseca Sabrosa.
publicado por Luis Euripo às 18:52
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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

Impressões de uma viagem ao Porto



O fim de semana passado no Porto alimentou o encanto que nasceu da primeira vez que visitei aquela cidade. Ruas, casas, igrejas, rio, gente, edifícios, numa ordem anárquica, confluência de traços e vozes, asperezas e surpresas. Livrarias, lojas, comida, vinho. O Porto será sempre, para mim, um lugar que não me pertence. O que significa um bom lugar, sem compromissos e sem deveres de lealdade.

O Porto já tem metropolitano. Atravessa a cidade, as suas entranhas e a sua pele. Mas vi menos pessoas nas ruas do coração da cidade. Vi casas que se vão esboroando. A gente que habitava aquelas casas foi viver para bairros sociais, ao que me dizem. Para onde irá viver a alma da cidade?
publicado por Luis Euripo às 22:34
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