Quinta-feira, 14 de Junho de 2007

A transmissão a que temos direito

Cavaco Silva aprecia transmissões televisivas integrais de cerimónias públicas. Supostamente trata-se de serviço público e é capaz de ter razão, já que os privados têm mais em que se ocupar. Para quando a transmissão directa e integral do encontro semanal entre o Presidente da República e o primeiro ministro?
publicado por Luis Euripo às 22:36
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Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

"Lições de jornalismo"

Há matérias sobre as quais, devemos reconhecê-lo, Miguel Sousa Tavares sabe do que fala. Uma delas é o "jornalismo" que se pratica na televisão. No seu blog, Sousa Tavares aborda o tema da lógica da informação televisiva, pegando no caso de Madeleine. Assenta as suas baterias na SIC, mas que bom seria uma desmontagem séria do Jornal Nacional da TVI.
publicado por Luis Euripo às 22:09
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Terça-feira, 22 de Maio de 2007

Lá que é feio é



Não havendo verdadeiras notícias sobre a investigação do desaparecimento de Madeleine, a RTP centra-se na vida dos pais. Se rezam, se não rezam, se acreditam, se não acreditam. Ficamos a saber que receberam uma santinha de Fátima e irão em breve ao santuário da dita cuja. Olho para José Rodrigues dos Santos e penso se terá o hábito de espreitar pelo buraco da fechadura.
publicado por Luis Euripo às 20:13
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Segunda-feira, 14 de Maio de 2007

Voracidade

Acabo de ouvir nos Prós e Contras, ainda a procissão vai no adro, uma extraordinária teoria sobre o caso da menina inglesa desaparecida. Em exercício de pura especulação, uma sôfrega jornalista relata em directo do Algarve que a Judiciária irá deter três suspeitos. A justificação para essas detenções será o comportamento anómalo dos três indivíduos, que não terão arredado pé do local das investigações. Ou seja, exactamente o que os jornalistas têm feito. Também serão suspeitos?

O correspondente da RTP na Grã-Bretanha esclarece-nos que a informação em televisão só vale se tiver imagens. Obrigado pela preciosa revelação.

Escute-se com atenção José Miguel Júdice, que escreveu uma desassombrada opinião no Público da última sexta-feira, da qual respigo a seguinte passagem:

"Os órgãos de comunicação social gostam de valorizar o seu papel estruturante para a existência do Estado de direito. E baseiam na responsabilidade social a importância da sua actividade de denúncia de situações de corrupção e da legitimidade para resistirem a pressões políticas e económicas.

Podemos, cinicamente, afirmar que tudo isso não são mais do que tretas, má-fé, pretextos para justificar o injustificável e aumentar audiências. No meu caso, pelo contrário, afirmo que concordo com essa visão que os media gostam de dar de si próprios. Apenas exijo que, sendo assim, sejam capazes de viver de acordo com tão elevadas e meritórias ideias."


 (clique sobre o artigo para ampliar)
publicado por Luis Euripo às 22:58
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

O quarto do poder

A informação que se vai fazendo em Portugal, sobretudo a televisiva, deixa-me incomodado. A guerra das audiências, a todos os níveis, transformou os serviços noticiosos em verdadeiros reality shows. Ora explorando até à náusea as tragédias que vão ocorrendo, ora arvorando-se em juízes/justiceiros de uma causa para a qual ninguém lhes passou procuração. Perante o comportamento generalizado da comunicação social, que nos melhores momentos raia o patético, interrogo-me onde irá parar este poder. A imprensa dita de referência não escapa a este síndrome. É sobretudo especulativa, preguiçosa, vaidosa e pouco factual. Por vezes, noto a insídia de interesses obscuros que conduzem determinadas campanhas, sejam eles económicos ou políticos. Os jornalistas parecem-me meros assalariados que se atropelam na procura de algo que os destaque. Tentam sobreviver.

Estas notas são um mero desabafo. Eu bem sei que as criticas devem ser fundamentadas com factos. Propositadamente não o farei, imitando assim o estilo dominante na comunicação social, do género "os políticos são incompetentes", "os autarcas são corruptos", "o Ronaldo é o melhor do mundo", "há muitos raptos de crianças em Portugal", "vai na cabeça de sicrano", "beltrano vai ser constituído arguido daqui a dois meses", e por aí fora.

Quando alguns sectores políticos nos procuram convencer de que a liberdade de imprensa se encontra ameaçada em Portugal, e por força da acção deste governo em particular, pergunto quem defende a sociedade e os cidadãos do poder muito pouco democrático da comunicação social.

Nota: honra às excepções, que sempre as há.
publicado por Luis Euripo às 22:38
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